Vozes Quilombolas do Sertão da Paraíba reúnem lideranças e música em Cajazeiras

2–3 minutos

Cajazeiras promove um debate sobre as lutas e a identidade das comunidades quilombolas, complementado por uma apresentação de música tradicional.

Três pessoas negras em uma montagem de retratos, usando acessórios e roupas de referência as vozes quilombolas

Crédito da foto: divulgação

Cajazeiras recebe, nesta quarta-feira (13), um encontro que coloca no centro do debate a memória, a luta e a resistência das comunidades quilombolas paraibanas.

As vozes quilombolas do sertão compartilham histórias, desafios e identidade com o público da região.

A programação inclui o Banco do Nordeste Cultural de Sousa e acontece no Teatro Íracles Brocos Pires, no Instituto de Ciências e Artes (ICA).

Vozes Quilombolas em roda de conversa no sertão paraibano

O Banco do Nordeste Cultural de Sousa realiza, às 14h20, a atividade “Vozes Quilombolas do Sertão da Paraíba: Memória, Luta e Resistência

Nela, será feita uma roda de conversa com lideranças quilombolas em alusão à data que marca a abolição da escravatura no Brasil.

A proposta traz rememoração histórica e convida o público a compreender os desafios contemporâneos e a força das comunidades quilombolas na construção de seus territórios e identidades.

As lideranças presentes

Três quilombos do sertão paraibano representarão as vozes quilombolas nesse encontro:

A atividade tem classificação livre e duração de uma hora.

Uma banda com mais de 130 anos de história

Logo após a roda de conversa, às 15h21, o mesmo palco recebe a apresentação da Banda Cabaçal Os Monteiros, de Cachoeira dos Índios.

Fundada em 1893 por Antônio Monteiro, o Pai Véi, a banda é considerada uma das mais antigas expressões culturais do município.

A tradição percorre mais de um século de história transmitida de geração em geração, preservando a musicalidade ancestral nordestina ligada às manifestações quilombolas e populares do sertão paraibano.

Atualmente, a banda segue ativa e atua na preservação da memória coletiva, no fortalecimento da identidade cultural e promove ações formativas para crianças, jovens e adultos da comunidade.

A apresentação tem classificação livre e duração de uma hora.

Grupo de músicos da banda Cabaçal dos Monteiros
Créditos: divulgação

A importância do evento

O evento não trata o 13 de maio como um marco encerrado no tempo.

A programação organizada pelo Banco do Nordeste Cultural de Sousa propõe um espaço de escuta ativa para as vozes quilombolas que seguem mantendo viva a cultura, a ancestralidade e a luta por direitos.

O formato de roda de conversa reforça esse caráter dialógico, colocando o público não só como espectador, mas como parte do encontro.

O que vai rolar

História e muita música

O sertão paraibano carrega uma densidade cultural que costuma escapar dos grandes centros.

As vozes quilombolas presentes neste evento revelam que a resistência é uma prática viva, territorial e sonora.

A Banda Cabaçal Os Monteiros, com seus mais de 130 anos de existência, e as lideranças na roda de conversa representam comunidades que constroem identidade e território mesmo sob pressões históricas que permanecem atuais.

A o sediar esse encontro, cajazeiras acaba por afirmar seu papel como parte de uma cultura sertaneja que resiste, celebra e segue em movimento.

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