Cajazeiras recebe, nesta quarta-feira (13), um encontro que coloca no centro do debate a memória, a luta e a resistência das comunidades quilombolas paraibanas.
As vozes quilombolas do sertão compartilham histórias, desafios e identidade com o público da região.
A programação inclui o Banco do Nordeste Cultural de Sousa e acontece no Teatro Íracles Brocos Pires, no Instituto de Ciências e Artes (ICA).
Vozes Quilombolas em roda de conversa no sertão paraibano
O Banco do Nordeste Cultural de Sousa realiza, às 14h20, a atividade “Vozes Quilombolas do Sertão da Paraíba: Memória, Luta e Resistência“
Nela, será feita uma roda de conversa com lideranças quilombolas em alusão à data que marca a abolição da escravatura no Brasil.
A proposta traz rememoração histórica e convida o público a compreender os desafios contemporâneos e a força das comunidades quilombolas na construção de seus territórios e identidades.
As lideranças presentes
Três quilombos do sertão paraibano representarão as vozes quilombolas nesse encontro:
- Thiago Rufino, liderança da Comunidade Quilombola Os Rufinos, de Pombal
- Mazinho, liderança comunitária do Quilombo do Sítio Cipó, de Cachoeira dos Índios
- Maria da Guia, uma das lideranças da Comunidade Quilombola 40 Negros, de Triunfo
A atividade tem classificação livre e duração de uma hora.
Uma banda com mais de 130 anos de história
Logo após a roda de conversa, às 15h21, o mesmo palco recebe a apresentação da Banda Cabaçal Os Monteiros, de Cachoeira dos Índios.
Fundada em 1893 por Antônio Monteiro, o Pai Véi, a banda é considerada uma das mais antigas expressões culturais do município.
A tradição percorre mais de um século de história transmitida de geração em geração, preservando a musicalidade ancestral nordestina ligada às manifestações quilombolas e populares do sertão paraibano.
Atualmente, a banda segue ativa e atua na preservação da memória coletiva, no fortalecimento da identidade cultural e promove ações formativas para crianças, jovens e adultos da comunidade.
A apresentação tem classificação livre e duração de uma hora.

A importância do evento
O evento não trata o 13 de maio como um marco encerrado no tempo.
A programação organizada pelo Banco do Nordeste Cultural de Sousa propõe um espaço de escuta ativa para as vozes quilombolas que seguem mantendo viva a cultura, a ancestralidade e a luta por direitos.
O formato de roda de conversa reforça esse caráter dialógico, colocando o público não só como espectador, mas como parte do encontro.
O que vai rolar
- Roda de conversa: 13 de maio (quarta-feira), às 14h20
- Apresentação musical: 13 de maio (quarta-feira), às 15h21
- Local: Teatro Íracles Brocos Pires, ICA, Cajazeiras-PB
- Classificação: Livre
- Realização: Banco do Nordeste Cultural de Sousa
História e muita música
O sertão paraibano carrega uma densidade cultural que costuma escapar dos grandes centros.
As vozes quilombolas presentes neste evento revelam que a resistência é uma prática viva, territorial e sonora.
A Banda Cabaçal Os Monteiros, com seus mais de 130 anos de existência, e as lideranças na roda de conversa representam comunidades que constroem identidade e território mesmo sob pressões históricas que permanecem atuais.
A o sediar esse encontro, cajazeiras acaba por afirmar seu papel como parte de uma cultura sertaneja que resiste, celebra e segue em movimento.


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