Bell Puã chega ao sertão paraibano com uma proposta que une literatura, educação e meio ambiente.
A artista realiza contações de histórias que dialogam com infância, território e consciência ecológica.
A iniciativa convida o público a vivenciar a literatura de forma sensível e coletiva. A vivência é promovida pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) de Sousa.
Bell Puã apresenta “Não há nada como o Mangue”
A ação gira em torno do livro infantil “Não há nada como o Mangue”, lançado pela autora em 2025.
A narrativa acompanha o caranguejo Lupã em uma jornada que explora a importância ecológica do manguezal.
Segundo a proposta da atividade, a obra transforma conhecimento acadêmico em linguagem acessível por meio da poesia e da imaginação.
A história tem base em pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco, conectando ciência e criação artística.
Programação passa por comunidades do sertão
As atividades acontecem no dia 21 de abril em dois espaços culturais do alto sertão paraibano.
A primeira contação ocorre às 16h na Comunidade Quilombola Sítio Cipó, em Cachoeira dos Índios.
Já no período da noite, às 19h, a programação segue para a ÀCASA Cultural Tânia Pereira das Neves, em Cajazeiras.
O evento tem classificação livre e entrada gratuita, ampliando o acesso ao público infantil e às famílias.
Diálogo com educação e cultura
A proposta da atividade vai além da contação de histórias. Após a apresentação, acontece um momento de diálogo com pais e educadores.
O encontro aborda a importância de narrativas que incentivem o cuidado com a natureza.
Também são discutidos temas ligados à valorização da cultura afro-indígena, influenciando a difusão da literatura do sertão brasileiro.
Trajetória de Bell Puã conecta arte e educação
Bell Puã constrói uma trajetória que atravessa literatura, música e educação.
A artista é formada em História e possui mestrado em História Ambiental pela UFPE, com pesquisa voltada ao mangue e suas relações com a sociedade.
Sua atuação inclui projetos educativos, oficinas de escrita criativa e participação em escolas públicas e iniciativas culturais.
No campo literário, acumula publicações e reconhecimentos importantes, como a vitória no Slam BR em 2017, o Prêmio Malê de Literatura e a indicação como finalista do Prêmio Jabuti de Literatura em 2020.
Além disso, sua obra dialoga com temas como raça, gênero e território, presentes em diferentes formatos de sua produção artística.
Circulação cultural e espaços no sertão
A passagem por Cajazeiras fortalece o papel de espaços culturais na difusão artística no interior.
Bell Puã se apresenta na ÀCASA Cultural, que já promoveu outros eventos importantes como o I Festival de Artes Integradas.
Esses espaços contribuem para consolidar uma rede ativa de produção e acesso à cultura no sertão.
Literatura infantil como ferramenta de transformação
A proposta da atividade destaca o potencial da literatura infantil como ferramenta educativa.
Ao abordar questões ambientais e culturais, a narrativa cria pontes entre conhecimento e vivência cotidiana.
Esse tipo de ação contribui para formar leitores críticos desde a infância. Também amplia o repertório cultural em territórios historicamente menos atendidos por políticas culturais.
Cultura, território e permanência
A presença de Bell Puã no sertão paraibano reforça a importância da circulação de artistas fora dos grandes centros.
A iniciativa conecta literatura, educação e território de forma direta com o público local.
No sertão, ações como essa fortalecem o acesso à cultura e ampliam possibilidades de formação.
Assim, a arte se consolida como ferramenta de diálogo, identidade e transformação social.


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