Bell Puã leva contação de histórias ao alto sertão paraibano

2–4 minutos

Bell Puã promove literatura, educação e conscientização ambiental contando histórias no sertão da Paraíba, envolvendo as comunidades e ampliando o acesso à cultura.

Bell Puã segurando o livro "Não há nada como o mangue", no cartaz de divulgação da contação de histórias no sertão

Crédito da foto: divulgação

Bell Puã chega ao sertão paraibano com uma proposta que une literatura, educação e meio ambiente.

A artista realiza contações de histórias que dialogam com infância, território e consciência ecológica.

A iniciativa convida o público a vivenciar a literatura de forma sensível e coletiva. A vivência é promovida pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) de Sousa.

Bell Puã apresenta “Não há nada como o Mangue”

A ação gira em torno do livro infantil “Não há nada como o Mangue”, lançado pela autora em 2025.

A narrativa acompanha o caranguejo Lupã em uma jornada que explora a importância ecológica do manguezal.

Segundo a proposta da atividade, a obra transforma conhecimento acadêmico em linguagem acessível por meio da poesia e da imaginação.

A história tem base em pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Pernambuco, conectando ciência e criação artística.

Programação passa por comunidades do sertão

As atividades acontecem no dia 21 de abril em dois espaços culturais do alto sertão paraibano.

A primeira contação ocorre às 16h na Comunidade Quilombola Sítio Cipó, em Cachoeira dos Índios.

Já no período da noite, às 19h, a programação segue para a ÀCASA Cultural Tânia Pereira das Neves, em Cajazeiras.

O evento tem classificação livre e entrada gratuita, ampliando o acesso ao público infantil e às famílias.

Diálogo com educação e cultura

A proposta da atividade vai além da contação de histórias. Após a apresentação, acontece um momento de diálogo com pais e educadores.

O encontro aborda a importância de narrativas que incentivem o cuidado com a natureza.

Também são discutidos temas ligados à valorização da cultura afro-indígena, influenciando a difusão da literatura do sertão brasileiro.

Trajetória de Bell Puã conecta arte e educação

Bell Puã constrói uma trajetória que atravessa literatura, música e educação.

A artista é formada em História e possui mestrado em História Ambiental pela UFPE, com pesquisa voltada ao mangue e suas relações com a sociedade.

Sua atuação inclui projetos educativos, oficinas de escrita criativa e participação em escolas públicas e iniciativas culturais.

No campo literário, acumula publicações e reconhecimentos importantes, como a vitória no Slam BR em 2017, o Prêmio Malê de Literatura e a indicação como finalista do Prêmio Jabuti de Literatura em 2020.

Além disso, sua obra dialoga com temas como raça, gênero e território, presentes em diferentes formatos de sua produção artística.

Circulação cultural e espaços no sertão

A passagem por Cajazeiras fortalece o papel de espaços culturais na difusão artística no interior.

Bell Puã se apresenta na ÀCASA Cultural, que já promoveu outros eventos importantes como o I Festival de Artes Integradas.

Esses espaços contribuem para consolidar uma rede ativa de produção e acesso à cultura no sertão.

Literatura infantil como ferramenta de transformação

A proposta da atividade destaca o potencial da literatura infantil como ferramenta educativa.

Ao abordar questões ambientais e culturais, a narrativa cria pontes entre conhecimento e vivência cotidiana.

Esse tipo de ação contribui para formar leitores críticos desde a infância. Também amplia o repertório cultural em territórios historicamente menos atendidos por políticas culturais.

Cultura, território e permanência

A presença de Bell Puã no sertão paraibano reforça a importância da circulação de artistas fora dos grandes centros.

A iniciativa conecta literatura, educação e território de forma direta com o público local.

No sertão, ações como essa fortalecem o acesso à cultura e ampliam possibilidades de formação.

Assim, a arte se consolida como ferramenta de diálogo, identidade e transformação social.

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