Roliúde Black: cinema negro e formação audiovisual no sertão paraibano

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Roliúde Black é um festival itinerante que promove o cinema e a cultura negra no sertão paraíba, com programação gratuita.

Cartaz o festival Roliúde Black, com o nome do evento e um esboço de uma mulher de origens negras sob um fundo todo preto.

Crédito da foto: divulgação

O Roliúde Black é um festival itinerante de cinema negro que percorrerá as cidades de Cajazeiras, Sousa e Catolé do Rocha, no sertão da Paraíba.

A edição de Cajazeiras já aconteceu, e agora a equipe se prepara para ocupar Sousa e Catolé do Rocha com programação gratuita e potente.

Acompanhe o que já aconteceu e o que ainda está por vir.

O que é o Roliúde Black

O Roliúde Black é um festival itinerante dedicado à valorização do cinema negro no sertão paraibano.

O festival se propõe a construir um circuito permanente e descentralizado de difusão do audiovisual negro, colocando no centro da narrativa os próprios realizadores e ampliando o alcance de suas obras.

Esse evento não fica preso na exibição de filmes: atua também como plataforma de formação e reconhecimento da produção negra no estado e em todo o Nordeste.

A iniciativa faz parte do projeto mais amplo Roliúde Fest, que teve início em 2024 com o Roliúde Queer.

Agora com a edição Black, consolida sua missão de democratizar o acesso ao cinema no interior da Paraíba.

Roliúde Black tem realização do FIC (Fundo de Incentivo à Cultura), apoio da Secretaria de Estado da Cultura e do Governo da Paraíba, além do incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) e do Governo Federal.

Cajazeiras recebe a estreia do roteiro sertanejo

Entre os dias 24 e 26 de abril, o Centro Cultural Zé do Norte, em Cajazeiras, foi o primeiro território a receber o Roliúde Black nesta edição itinerante.

A programação foi construída para contemplar tanto a formação técnica quanto a fruição cultural, reunindo oficinas, mostras cinematográficas, debates e apresentações artísticas .

A programação em Cajazeiras

A sexta-feira (24) abriu com o Roliúde Lab nº 01, dedicado às narrativas do real, reunindo participantes desde a manhã.

Equipe do Roliúde Black em noite de exibição do festival itinerante
Créditos: divulgação

No sábado (25), o Lab seguiu com o tema “Do Roteiro à Tela” pela manhã.

À tarde, a Mostra Paraibana exibiu produções locais, seguida de um painel de discussão no início da noite.

Para fechar o dia, o DJ BN comandou o som e a artista Romanilly Furtado se apresentou ao vivo no mesmo espaço.

O domingo (26) trouxe a Mostra Nordestina pela manhã e encerrou o ciclo à tarde com a Mostra Nacional.

Ao longo dos três dias, o festival também contou com exposição de filmes e oficinas formativas, compondo uma programação inteiramente gratuita e aberta ao público.

O festival segue em movimento: próximas paradas

Após Cajazeiras, o Roliúde Black aponta para mais dois municípios do sertão paraibano: Sousa e Catolé do Rocha

A cidade de Sousa recebe o festival nos dias 7, 8 e 9 em dois espaços culturais de referência regional: o Teatro João Balula e o Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB Sousa).

Dia 07/05 | Teatro João Balula

Dia 08/05 | CCBNB Sousa

Dia 09/05 | CCBNB Sousa

O encerramento da rota itinerante acontece no Instituto Beradeiro, em Catolé do Rocha, entre os dias 28 e 31 de maio.

Descentralização como estratégia política e cultural

Ao percorrer três cidades do sertão paraibano, o Roliúde Black coloca em prática a descentralização do acesso à cultura audiovisual.

O festival prioriza obras de cineastas negros e integra talentos regionais à sua grade, reafirmando a potência da produção nordestina.

A escolha por equipamentos culturais como o Centro Cultural Zé do Norte, o CCBNB Sousa, o Teatro João Balula e o Instituto Beradeiro evidencia uma estratégia de ocupação de espaços públicos já enraizados nas comunidades locais.

Mais um festival para somar

O Roliúde Black chega ao alto sertão paraibano como gesto político de afirmação cultural.

Cajazeiras já sentiu o impacto de três dias de cinema, formação e arte; Sousa e Catolé do Rocha aguardam sua vez.

Em um território historicamente escasso de políticas culturais descentralizadas, iniciativas como essa representam um sertão que, além de ser tema de narrativas, também passa a ser um lugar de onde elas partem.

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